Não comecei como guia. Comecei como alguém que tinha um lugar.
O Retiro da avó Lídia nasceu primeiro. Uma casa no coração do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, restaurada com a Teresa, que pertenceu à avó Lídia — a avó dela.

Quando os primeiros hóspedes chegaram, trouxeram consigo uma curiosidade que não esperávamos: queriam perceber o território. As rochas. Os fósseis. As pegadas de dinossauro que estão ali, visíveis, mas invisíveis para quem não sabe o que procura.
Pensámos que alguém mais novo pegaria nisto. Que apareceria um projeto local, conduzido por quem cresceu aqui. Esperámos. O tempo passou. Ninguém avançou.
Entretanto, os hóspedes continuavam a chegar — e a perguntar: “O que fazer nas Serras de Aire e Candeeiros?”
A palavra definitiva veio de dois antigos elementos do ICNF, pessoas que passaram a vida a conhecer este território melhor do que ninguém. Foram eles que me deram a oportunidade de aprender com os maiores especialistas do Parque — e que me fizeram a pergunta simples que eu estava a evitar: “porque não avanças tu? Quem melhor para guiar os visitantes, em Tours personalizados, privados, cheios de personalidade e conhecimento?“
Reformulei o meu dia-a-dia. Passei de empregado por conta de outros para ter o meu próprio emprego. Como diz um amigo nosso: troquei a segurança de um salário pela liberdade de usufruir do tempo.
E ainda bem…
Hoje passo os meus dias a fazer o que sempre fiz por prazer: aprender a ler este território. A geologia. A flora, especialmente as orquídeas selvagens. As aves. As borboletas noturnas. Os ciclos naturais. A cultura das pessoas que sempre viveram aqui. E a partilhar tudo isso com quem tem curiosidade suficiente para parar e olhar.
A Teresa está sempre presente, seja no Retiro, nas caminhadas, no chá que aparece no momento certo. Este projeto é, na verdade, dos dois.
Se estás aqui, provavelmente tens essa curiosidade. O resto, deixa comigo.
Hernâni Magalhães
Naturalista e guia — Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros
- Exclusividade 4×4 SUV: Operação estritamente baseada em transporte privado em veículo 4×4, garantindo acesso confortável a zonas remotas de elevado interesse ecológico sem recurso a caminhadas longas ou trekking.
- Património e Arquitetura Vernacular: Estudo e interpretação direta dos tradicionais muros e “casinas” de pedra seca em calcário, exemplares únicos da construção pastoril sem argamassa típicas do planalto de Mendiga.
- Ciência Cidadã e Biodiversidade: Monitorização ativa de lepidópteros noturnos através de estações de atração luminosa estática e inventariação de espécies endémicas e avifauna local.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quem conduz as expedições nas Serras de Aire e Candeeiros?
Todas as expedições são lideradas pessoalmente por mim, Hernâni Magalhães, enólogo e especialista local com décadas de ligação profissional e científica ao território de Porto de Mós e Mendiga.
As visitas exigem preparação física ou caminhadas longas?
Não. O formato exclusivo em veículo 4×4 SUV elimina a necessidade de trilhos a pé ou trekking, focando-se na observação contemplativa, acessível e profunda da natureza e da geologia.
Qual é o foco principal das rotas naturalistas?
O foco reside na ecologia profunda dos habitats calcários, abrangendo a floração sazonal de orquídeas espontâneas, a arquitetura tradicional em pedra seca (muros e casinas) e a biodiversidade noturna e diurna do PNSAC.